1.3 – Considerações

Minha vida na outra vida - II

Análise do filme Minha vida, na outra vida. (Yesterday´s Chindren), destina-se ao estudo, embasado na psicologia analítica, dos complexos autônomos do inconsciente coletivo e da analise alquímica da individuação, assim como da interpretação dos aspectos simbólicos presentes neste processo.

A trama é baseado em uma história real, onde através de pesquisas é possível encontrar várias matérias sobre o caso (Jenny Cockell). O filme apresenta a história de uma mulher que supostamente é capaz de recordar sua última existência como uma mulher irlandesa. As duas histórias e/ou vivencias se entrelaçam de tal maneira, a ponto de influenciar e interferir a vida de Jenny, bem como dos personagens envolvidos na história.

Embora, o filme aborde o tema reencarnação ou acessos a vidas passadas, o estudo presente não está focado na defesa desta idéia, mas sim na hipótese de que lembranças de uma suposta vida passada, trata-se de complexo autônomo do inconsciente coletivo e não exclusivamente pessoal. Ampliando assim, a possibilidade de ser uma existência, vida, experiência e/ou complexo de qualquer pessoa e, não necessariamente, a existência anterior da personagem central. Ou seja, os complexos são autônomos e pertencem ao inconsciente pessoal, mas como a psique não é estanque, é óbvio que eles têm forte carga do inconsciente coletivo. Tendo em vista, que são muitos os recursos disponíveis em prol do processo de individuação, conforme as condições psíquicas do indivíduo, assim como de seu merecimento e prontidão. 

Portanto, pouco ou nada importa o nome que se dê ao fenômeno: lembranças de vidas passadas, existências anteriores, espíritos, personalidades dissociadas e associadas, este último conforme conceitos apométricos, ou complexos autônomos do inconsciente coletivo e/ou pessoal, como se refere Jung.

O fato é, existem elementos com mais ou menos autonomia, capazes de interferir direta e/ou indiretamente na vida do individuo, e tanto mais fácil e ostensiva são estas interferências, quanto maior a ignorância e/ou negligencia do mesmo, em relação às possibilidades destas ocorrências.

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